sexta-feira, 15 de outubro de 2010

O interior do velho bar era ainda mais decrépito do que a sua fachada exterior fazia prever. O chão imundo demonstrava que a clientela que por ali parava não se preocupava propriamente com questões de higiene, mas antes com o álcool e a diversão que ali podiam encontrar. A mobília e as paredes apresentavam marcas de inúmeras escaramuças, havendo mesmo balas e punhais cravados nas vigas do tecto que o proprietário há muito tinha deixado de se preocupar em retirar.
Ainda assim, as gargalhadas ébrias dos clientes e o ar impregnado de cheiro a tabaco, cerveja e caldo quente, conferiam à sala um ambiente animado e acolhedor, principalmente para um jovem marinheiro que havia passado os últimos três meses no mar alto. Além disso, tendo em conta a tempestade que se formava no exterior, as alternativas não eram muitas.

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