sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Decidiste sentar-te numa mesa isolada ao fundo do bar de onde podias apreciar toda a sala e pediste um caldo quente ao homem do balcão. De vez em quando, apercebias-te que os olhos vermelhos de embriaguez e as feições rudes dos marinheiros fixavam-te de soslaio. Era óbvio que as tuas roupas da Marinha de Sua Magestade, a Raínha de Inglaterra, motivavam algum incómodo entre a clientela do bar, mas nada que, aparentemente, os desmotivasse da diversão e da ingestão de bebidas.
A um canto da sala, quatro marinheiros jogavam às cartas. Noutra mesa, outro grupo cantava canções aos berros, enquanto seguravam as canecas numa das mãos e voluptuosas mulheres de profissão duvidosa na outra. Junto à porta, outros divertiam-se lançando punhais a um alvo fixo na parede que a embriaguez e a falta de pontaria dos lançadores estava a transformar num crivo. Sentados ao balcão, alguns trocavam histórias de piratas, relatando aventuras em ilhas e continentes distantes repletos de monstros, sereias e todo o tipo de criaturas fantásticas que o álcool conseguia criar na sua imaginação.

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