sábado, 9 de outubro de 2010

As nuvens negras da tempestade cobriam o céu por completo e começaram a despejar relâmpagos e trovões, dando à vila um aspecto ainda mais sombrio e assustador do que normalmente já tinha durante o dia. As portadas das janelas e as placas penduradas nas portas das lojas e bares abanavam por acção do vento forte que soprava do mar, criando uma estranha sinfonia de madeira e ferro a bater. Ao fundo, por entre as casas, viam-se os mastros dos grandes veleiros a baloiçar ao ritmo das ondas e as luzes tremulas das lamparinas a óleo brilhavam tremeluzentes na escuridão da noite.

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